domingo, 24 de janeiro de 2010

LANÇAMENTO: HIP HOP À LÁPIS - A LITERATURA DO OPRIMIDO




Surge uma nova literatura, a Literatura do Oprimido.
Este é um livro para ficar guardado na estante. Por que se sair de lá, vai mexer com você. Ousado, polemico, desafiador, reflexivo, instigante, inteligente.

É isto que encontrará nas 272 páginas do livro Hip-Hop a Lápis – A Literatura do Oprimido.
O segundo livro da série produzida pelo Ponto de Cultura Hip-Hop a Lápis. A diversidade de temas e abordagens dos 60 autores de todos os cantos, cores e escolaridades mas com uma coisa em comum, a paixão pelo hip-hop e pela literatura. Os rappers, nomes conhecidos, os pesquisadores, os leitores, os fãs, todos juntos e misturados.

Uma leitura única, direta com linguagem de moleque e profundidade de intelectual. Falam de ruas, drogas, sexo, violência policial e doméstica... enfim. Falam da vida oprimida pelo melhor ângulo.

O livro é ilustrado pelo graffiteiro Thiago Vaz, com prefácio de Célio Turino (MinC), apresentado por Aliado G e Sérgio Vaz. São 80 textos distribuido em 14 capítulos organizado por Toni C.
A públicação é inovadora em extrair crônicas da internet (www.vermelho.org.br/hiphop), agora tem mais uma novidade. A seleção dos autores é apresentada diáriamente um a um pelo twitter, a história escrita a lápis é contada por quem vem de baixo, seu protagonista. (twitter/hiphop_a_lapis)

Leia, a Literatura do Oprimido.
Se tiver coragem!

Lançamento: 31 de janeiro, 11 horas.
3º Encontro Nacional de Hip-Hop. (www.mergulhonahistoria.blogspot.com)

Estarei presente ao lançamento do livro, em São Vicente-SP. O compêndio traz o nosso artigo "O Hip Hop faz mal à saúde?!" publicado aqui no blog e em outros sites e blogs, o que nos deixa muito honrados.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

8ª EDIÇÃO DA FESTA WASSUP? NESTA QUINTA NO CLANDESTINO



Nesta quinta - 21/01 - no Clandestino Bar, em Copacabana tem mais uma edição da festa WASSUP? que é uma nova produção do Opalão76 Hip Hop Crew, que em 2010 pretende voltar com tudo na produção de eventos de Black Music, que mais de 4 anos na Bunker, 5 edições do projeto HIP HOP X FOME, mais tantos outros projetos como a festas BOOM BAP!, WHOA!, DKÔ,LET´S HOP ( em parceria com Letícia Maia) e ÉBANO (toda quarta no Dama de Ferro), são mais do que certificados de qualidade.

Nesta edição o DJ Saddam recebe o convidado DJ Dadu (Eletrobase) para uma noite regada a muita black music.

Lista amiga - R$10 até 1h - mandar os nomes para opalao76@ig.com.br

Clandestino - Rua Barata Ribeiro, 111 - Copacabana (próximo à estação Cardeal Arcoverde do Metrô)

" O disco gira e o Opalão76 roda, porque jacaré parado vira bolsa"

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

UM ENIGMA PARA 2010


ALGUMAS PERGUNTAS A FAZER:

1- A pessoa quando vai processar alguém ou se defender em um processo contrata um advogado ou o jornaleiro da esquina que gosta de ler livros sobre Direito e sempre sonhou ser juiz?

2- A pessoa quer construir um prédio. Vai solicitar um projeto a um arquiteto ou vai pegar o pedreiro quebra-galho como o nosso famoso amigo aí da foto?

3- Ao fazer uma festa, contrata-se um buffet para preparar a comida ou pede-se para a sua tia, que não sabe nem fritar um ovo para fazer uns salgadinhos?

4- Quando você fica doente procura um médico ou vai na farmácia e fala os sintomas para o balconista para que ele te receite alguma coisa?

5- Quando está com dor de dente você vai ao dentista ou pede para o seu vizinho, lutador de boxe te dar um cruzado e arrancar o dente que está doendo?

6- Quando o seu carro enguiça vc leva no na oficina mecânica ou pede pro porteiro do seu prédio pra ver se consegue dar um jeito?

7- Se você perde a sua chave de casa chama o chaveiro ou dá um pontapé na porta e a põe abaixo?

8- Quando vai cortar o cabelo (excluídos os carecas máquina zero como eu) vc vai em um barbeiro, hair stylist ou cabeleireiro ou pede pra sua vizinha meter a tesoura em sua juba?

9- Quando vc quer fazer um cartaz para um espetáculo ou uma capa de CD procura um designer gráfico ou entra num cursinho de uma semana de corel draw e faz vc mesmo a sua obra prima?

10 - Se a sola do seu sapato solta vc procura um sapateiro ou cola vc mesmo com super bonder?

Diante das respostas, por favor resolva este enigma: POR QUE DIABOS SE CONTRATAM CADA VEZ MAIS NÃO-DJS PARA TOCAR NAS FESTAS????

Algo a se pensar

domingo, 20 de dezembro de 2009

MITRA E EU


Em 1996, meu amigo Bigu me presenteou com uma filhote de pitbull, filha de sua cadela Samantha. Resolvi dar-lhe o nome de Mitra, que na revista do Conam era o nome de uma deusa. Esta cadela que foi uma das provas definitivas de que os cães desta raça, como de qualquer outra só são agressivos se para isso forem educados, minha amiga há mais de 13 anos na última sexta-feira, já idosa e sofrendo devido aos sintomas da doença do carrapato, morreu em meus braços, quando, eu havia decidido abreviar seu sofrimento, pois seu fígado já havia parado de funcionar. Ela, como querendo tirar este fardo do meu coração simplesmente deu um uivo final e partiu para o andar de cima. Muito obrigado querida Mitra, pela sua presença na minha vida e da minha família. Descase em paz querida

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

12 DE NOVEMBRO: DIA MUNDIAL DO HIP HOP



Em novembro é celebrado o mês da consciência negra e, por isso, a cena hip hop carioca com o apoio da Secretaria Estadual de Educação, da Secretaria Municipal de Cultura e do Oi Futuro vai promover um grande encontro para ajudar nesta conscientização. Dia 12 de novembro (quinta), acontecerão na cidade do Rio de Janeiro diversos encontros de artistas envolvidos com este movimento e atividades baseadas nos quatro elementos da cultura hip hop: Rap, DJ, Grafite e B. Boy.

A ideia é se reunir em uma tarde de celebração, mobilização e conexão, onde diversos artistas e ativistas da cena hip hop, além de grupos e instituições vão, juntos, reforçar o ‘espírito plural’ deste movimento. O evento será uma marcha que começa na Candelária, passa pelas ruas do Centro até chegar ao Buraco do Lume, no Largo da Carioca. As Secretárias Estaduais Adriana Rates, de Cultura e Tereza Porto, da Educação e o Subsecretário Municipal de Cultura, Mario Del Rei, reconhecendo a importância da cultura hip hop para as ações de educação e política cultural da cidade, também participarão do evento.

Com performances de B.Boys, Jam Sessions com MC’s, rachas de DJ’s e intervenções de grafite, o Hip Hop Celebra quer integrar diversas tribos, além de abrir espaço para o funk, reggae, samba, poesia, teatro, circo e outros grupos artísticos da cidade, porque nesta cultura todas as manifestações são bem-vindas. A tarde contará ainda com shows de alguns dos mais expressivos grupos e artistas do cenário carioca

Para encerrar o evento, a exibição do documentário “L.A.P.A.”, do Caví Borges e Emílio Domingos, que trata do universo do hip hop e do cotidiano de quem busca sobreviver de música no Brasil, tudo ambientado no tradicional e boêmio bairro da Lapa.

Sobre a História do Hip Hop

Em 12 de novembro é comemorado o ‘Dia Mundial do Hip Hop’ e o aniversário da Zulu Nation Universal. Vale lembrar que Nova York, em especial o bairro do Bronx, nessa época era assolada por guerras de gangues juvenis. E o MC/DJ Afrika Bambaataa, com seus apoiadores reuniram os jovens para, em vez de se matar, realizar suas batalhas através da dança. Uma dança de rua pacificadora, geradora de harmonia, com suas mensagens cantadas através de poemas ritmados e impressas nas artes dos grafites. Assim nasceu uma cultura que hoje está cada vez mais viva e ativa, principalmente nas grandes cidades do mundo.

No Brasil, esta cultura chegou na década de 80 e, mesmo sem o apoio da grande mídia, conquistou corações e mentes juvenis. E é isto que o Hip Hop Celebra vai comemorar. Paz, harmonia e consciência juvenil. Uma mistura de atividades e manifestações artísticas, com base nos elementos desta cultura.

O Opalão76 Hip Hop Crew e a Nação Hip Hop Brasil estarão presentes neste dia, que pode significar um passo para alguma união do movimento hip hop carioca, tão fracionado por divergências pequenas e até mesmo por preconceitos. O funk mostrou que a unidade é fundamental para que haja avanço e vitórias.


Serviço: Hip Hop Celebra
Dia: 12 de novembro (quinta-feira)
Local: Centro da Cidade (concentração: Candelária l encerramento: Buraco do Lume)
Horário: a partir das 12h
Entrada Franca
Censura Livre

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O álbum do ano



The Blueprint 3 é o décimo primeiro álbum de hip hop do rapper americano Jay-Z, lançado 8 de Setembro de 2009 pela sua editora discográfica, Roc Nation, nos Estados Unidos. O álbum foi lançado digitalmente e no Reino Unido no dia 11 de Setembro de 2009, e o lançamento mundial a 14 de Setembro do mesmo ano. É o capítulo final da trilogia Blueprint, precedido pelo aclamado pela crítica The Blueprint (2001) e seu seguimento do The Blueprint ²: The Gift & The Curse (2002). O álbum inteiro foi vazada em 31 de Agosto de 2009. Após o seu lançamento, o álbum recebeu geralmente opiniões positivas dos críticos de música, com base em uma pontuação total de 65% de 100% do Metacritic. O álbum vendeu cerca de 476.000 cópias na semana de estreia.

Jay-Z, que depois do "The black album" soltou rumores de que iria encerrar a carreira, sem dúvida alguma é um dos nomes mais bem sucedidos do hip hop mundial. Além dos milhões de CDs vendidos e de ser namorado da Beyoncé, o rapper ainda é dono de uma gravadora (Rocca Fella), de uma marca de roupas (Rocca Wear) e de uma marca de vodka. "The blueprint 3" reafirma esta diferença de Jay-Z, que com talento e experiência nos proporciona um excelente álbum, que foge do atual estereotipo do Rap americano dominado abolutamente pelo bounce, que é aquela batida lenta e quebrada, que tem em Lil Wayne e Soulja Boy os seus principais nomes atuais e está presente em 9 de cada 10 novas produções.

Dentre as várias músicas boas do disco, tem vaga cativa nos meus sets: "Run this down" (feat. Kanye West & Rihanna), "Empire state of mind" (feat Alicia Keys) e "Already home" (feat. Kid Kudi).

BERTOLD BRECHT



Essa semana foi marcada pela revolta dos usuários do serviço de trens no Rio de Janeiro, cuja maioria absoluta é composta por trabalhadores de baixa renda, moradores das Zona Norte e Oeste e da Baixada Fluminense, que, diariamente, além de sofrerem com a superlotação das composições e constantes atrasos, ainda passam por constantes humilhações como aquela filmada há um tempo atrás, onde agentes de segurança, usavam a alça do apito para chicotear as pessoas e as entulhar para dentro do trem, como se fossem gado. Esta semana um trem parado há mais de uma hora próximo a estação de Nilópolis, que permaneceu com as portas fechadas, obrigando os passageiros, incluíndo idosos, a saírem pela janela foi o estopim de uma revolta que acabou em quebra-quebra e um trem incendiado. A mídia e aqueles que circulam pela cidade em seus carros com ar condicionado, falaram de vandalismo, mas peço licença para recorrer ao sempre atual escritor alemão Bertold Brecht para definir o ocorrido:

"Dizem violentas as águas de um Rio que tudo arrasta, mas não dizem violentas as margens que as oprimem"