sábado, 28 de fevereiro de 2009

BLOCOS RETOMAM O CARNAVAL DO RIO


Há alguns anos atrás, quando se aproximava a época do carnaval, era comum no Rio nas rodas da praia, no BG, nos bares a tradicional pergunta: "E ae, vai viajar pra onde no carnaval?". As respostas eram quase sempre: Sul, Arraial D'Ajuda, Salvador, Minas, litoral capixaba e Região do Lagos.

Depois da retomada do carnaval de rua com a proliferação dos blocos carnavalescos cariocas, boa parte desta galera que viajava no carnaval porque aqui no Rio as opções eram pífias, passou a permanecer na cidade para brincar o carnaval mais democrático do Brasil. Com isso o Rio também tirou muitos turistas gringos e locais que antes se dirigiam a outros destinos e agora passaram a ficar na cidade maravilhosa que hoje completou 444 anos (salve ela!) por ter um carnaval não só mais animado, como também mais barato e se esbaldar em blocos como o Cordão do Bola Preta, Simpatia é quase amor e do Barbas (foto), bloco da minha área em que todo ano eu "bato o cartão".

A única coisa que ficou de ruim mais uma vez foi a questão do xixi na via pública. Apesar dos banheiros químicos instalados (insuficientes diga-se de passagem), as pessoas muitas vezes urinavam ao lado dos mesmos, mostrando que este problema é muito mais de educação do povo do que estrutura em si. Ano que vem a prefeitura e o pessoal dos blocos deveriam fazer uma campanha de conscientização a respeito disso. Outra coisa também temerária e que mais uma vez aconteceu foi o desrespeito às pessoas que se encontram internadas nos hospítais, que tiveram que aturar a batucada. Entendo que rua que tem hospital não pode passar bloco. Mas enfim, tirando os problemas, mais uma vez o saldo foi mais que positivo e o Rio de Janeiro está de parabéns.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

PLAYLIST ATENDENDO À PEDIDOS

O povo anda reclamando que há tempos eu não coloco uma relação de músicas aqui. Então aí vai:

50 Cent - Get it in
Tha Game - Camera phone
Wicked Minds - Thrown your hands up
Young Jeezy feat Kanye West - Put on
Ludacris - One more drink
Lil Wayne feat Bobby Valentino - Mrs. Officer
Dem Franchize Boyz - Turn head
Ashanti - Good good
Busta Rhymes - Arab money
Kanye West - Heartless
Jim Jones - Pop Champagne
Marracash - Badabum cha cha

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O CÉU ESTÁ CADA VEZ MAIS "CASCA GROSSA"


Esta semana o Jiu-Jistu perdeu o seu grande precursor: faleceu aos 95 anos o grande mestre Hélio Gracie. O Jiu-Jitsu que já havia perdido o seu outro grande mestre Carlson Gracie (com o tio na foto), mais uma vez está de luto.

Hélio foi o grande mestre e patriarca, Carlson, além de grande mestre e lutador, foi o responsável pela popularização e o consequente crescimento do Jiu-jitsu no Brasil, que há muito tempo detém a hegemonia deste esporte. Daí vem a pergunta: O COB gastou milhões de reais em seu projeto por medalhas olímpicas. Ainda assim, o resultado brasileiro foi muito aquém do esperado. Por que não investir em uma campanha para que o jiu-jitsu se torne esporte olímpico?? Seriam no mínimo 10 medalhas ( são 10 as categorias de peso) de ouro fora outras de prata e bronze que o país traria dos tatames.

Isso não só estimularia ainda mais a prática do jiu-jitsu no país, mas também estimularia grandes atletas do esporte, que hoje concentram suas atividades somente nas competições de MMA e "submission" a voltar a competir de kimono. O Jiu-jitsu olímpico honraria ainda mais as memórias de Carlson e Hélio, que ao lado dos Mestres Carlos, Monir, Pedro Gama Filho e Rolls, tornaram o céu ainda mais "casca-grossa".

PS: O projeto da estátua homenageando o mestre Carlson em Copacabana, continua de pé e agora, que estamos na Secretaria de Cultura, a qual pertence a subsecretaria de patrimônio do município, faremos de tudo para que ainda este ano, no aniversário do mestre, em agosto, que esta homenagem esteja consolidada.

Mitos não morrem. Carlson e Hélio vivem!! Viva Carlson e Hélio Gracie!!!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

ESTAMOS VOLTANDO PARA O RÁDIO



Depois de 9 meses afastado da "latinha" estou em negociação para voltar ao dial carioca com mais um programa voltado para a Black Music. Em maio próximo completam 21 anos do meu início no rádio, quando entrei como estagiário de produção na Rádio Manchete AM em 88. Meu contato com o rádio vem desde o meu nascimento, pois sou filho de radialista e sempre gostei de frequentar os estúdios das rádios em que meu pai trabalhou. Infelizmente, aos 40 anos, em 1983, meu pai, radialista Gilberto Lima, nos deixou prematuramente. Naquele momento lhe fiz uma promessa: de manter nossa linhagem no rádio. Entre indas e vindas, venho cumprindo esse compromisso assumido. Em breve mais notícias sobre isso.

sábado, 17 de janeiro de 2009

O HIP HOP FAZ MAL À SAÚDE?!

Muita gente deve estar se perguntado: que mato que esse tal de DJ Saddam fumou pra vir com um título de texto desses? Aí eu respondo: fiz uso de algumas das piores drogas existentes no mundo: o preconceito, o elitismo e o reacionarismo, embutidos no texto do escritor Ruy Castro, amante da Bossa-Nova e autor do livro “Chega de saudade”, no JB online, ao querer polemizar com o projeto anunciado pela Secretária Municipal de Cultura do Rio, Jandira Feghali de erguer no bairro boêmio da Lapa, o Centro de Referência da Cultura Hip Hop, a “Casa do Hip Hop da Lapa”.

Segundo Rui Castro: “ Uma casa de hip hop na Lapa equivale a implantar um McDonalds na Albânia. Tenho fé em que a secretária Jandira, albanesa de coração, não levará adiante esse absurdo. Além disso, como médica, ala sabe que o hip hop faz mal à saúde.”

Percebemos na afirmação obtusa do escritor, que quis fazer gracinha para os seus pares conservadores, um profundo preconceito não só ideológico mas também social e musical, que ultrapassa os limites da sensatez e que, infelizmente é comungada não só por outros escritores e jornalistas, mas também por alguma parte da classe artística.

Isso ocorre como uma história cíclica que volta de décadas em décadas para imprimir todo o seu preconceito com a cultura que vem do andar de baixo, principalmente aquela que é oriunda dos negros. Foi assim com o samba, que era tratado em meados do século passado como “coisa de crioulo vagabundo”, foi assim com a capoeira e hoje em dia é com o hip hop (principalmente em São Paulo onde as raízes com a periferia são fortíssimas) e o funk, que no Rio é o ritmo das comunidades.

Muita gente fala, com relação ao Hip Hop, que se trata de “cultura gringa” que não deve ser apoiada pelo poder público, que deveria estimular a cultura nacional. Se partirmos deste pressuposto, veremos que várias facetas da nossa cultura como o próprio samba, o jongo e o maracatu, não tiveram suas origens no Brasil e sim na África e logo, partindo deste princípio, a Bossa Nova que é derivada do samba, também não poderia ser enquadrada como “cultura nacional”.
Ainda mantendo esta linha de pensamento, o Rock, o Jazz, o Blues e a própria música erudita também não poderiam receber apoio do governo pelas suas origens norte-americanas e européias.

A grande questão não é essa, mas sim o ponto central deste preconceito com aquilo que vem da favela, da maloca, dos bairros mais afastados e, principalmente, da raça negra. Por mais que este tipo de, segundo estes conservadores,“subcultura”, seja responsável por tirar milhares de jovens em todo o Brasil do caminho do crime e da droga, constituíndo um novo horizonte para estes jovens, vamos ter que aturar reações como a de um famoso cantor brasileiro, que em um acesso de raiva, talvez pelo atual ostracismo de sua carreira esbravejou: “Eu odeio funk, eu odeio hip hop, eu odeio esse negócio de bater tambor! (se referindo ao Afroreggae)”. Aí na mesma hora eu pensei na camiseta do Afroreggae que diz: “O Jovem que veste essa camisa não usa outra para esconder o rosto”. O seja: talvez o ilustre cantor preferisse que cada jovem daquele em vez de um tambor pendurado tivesse uma AK-47. É como diz trecho da música do meu parceiro MV Bill: “Talvez quando o sangue bater em sua porta você entenda, que ser preto e pobre é foda”.

Mas, deixando esta cambada reacionária de lado, cuja a reação só vem comprovar o quanto o hip hop incomoda, vale registrar que tal enquete do JB online com 10 pessoas ligadas à cultura, só encontrou críticas à Casa do Hip Hop no escritor retro mencionado, com os demais entrevistados concordando com a iniciativa, que foi um pleito legítimo apresentado à Jandira pelo movimento hip hop carioca, especialmente os companheiros ligados à cena da Lapa, que sem sombra de dúvidas é a mais representativa da cidade, de onde saíram nomes como Marcelo D2, MC Marechal, Gustavo Black Alien, Inumanos, A Filial, B Negão e Quinto Andar, entre muitos outros.

Será levado adiante pela Secretaria Municipal de Cultura e contará com salas para oficinas, anfiteatro para a realização de pequenos shows, batalhas de Mcs, debates e exibição de filmes, estúdio de gravação e rádio comunitária. Esta casa será apenas a coroação das políticas públicas que pretendemos desenvolver para o setor, que estão sendo iniciadas com o oferecimento de oficinas nas lonas culturais da cidade do Rio, localizadas em bairros afastados da Zona Norte e Oeste e que atendem as comunidades locais e, até então, não dispunham de atividades ligadas ao Hip Hop. Vamos construir uma nova realidade para a cena do Rio de Janeiro, apesar da oposição de alguns.


PS: Artigo também publicado no site Vermelho

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

JANDIRA TOMA POSSE AMANHÃ


A nova secretária municipal de cultura do Rio de Janeiro, Jandira Feghali, vai tomar posse do cargo oficialmente em cerimônia que será realizada nesta terça - 13/01 no Teatro Carlos Gomes - Praça Tiradentes s/n° - Centro - a partir das 11h. No evento, além de expor as diretrizes iniciais de sua gestão à frente da cultura municipal, vai apresentar os membros de sua equipe, para a qual temos a honra de participar. Estão todos convidados.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

QUE VENHA 2009!!!!!!


Ano novo, vida nova. Isso é o que todo mundo quer, todo mundo ao menos pretende. Afinal, um pouco de otimismo não faz mal à ninguém. Pelo menos, desde às 13h de hoje a cidade se livrou de uma das figuras mais deploráveis que a política carioca gerou: o alcaide César Maia, que deixou o poder depois de 16 anos ocupando a cadeira, ou manipulando seu títere, e deixou a cidade do estado em que se encontra. E o final de seu governo não poderia ser de forma mais patética, com a inauguração da não acabada obra da caríssima Cidade da Música (custou mais de R$500 milhões e ainda deve consumir mais uns R$60 milhões) onde o prefeito levou um belo estabaco após seu discurso em defesa da obra. Para terminar, teve a mediocridade política de se negar a transmitir o cargo ao sucessor Eduardo Paes. Temos que ficar alerta, pois César que ser governador em 2010, apoiado pelos tucanos e seu antigo parceiro verde Fernando Gabeira, que será o seu candidato ao senado.

Neste momento, no Palácio da Cidade, o secretariado de Eduardo Paes está tomando Paes. Entre os seccretários, na pasta de cultura, como já foi noticiado aqui, está nossa companheira de luta, Jandira Feghali, que nos convidou para participar do processo de transição da secretaria e nos deu a honra de receber o convite para participar do governo, onde lutaremos dia-a-dia pela democratização ao acesso à uma cultura diversificada, integrada e antenada com o novo, o alternativo, sem deixar de escapar as raízes e a história. A partir de segunda-feira estaremos levantando as mangas para efrentar mais este desafio e promover a melhor gestão cultural que esta cidade já teve.

Que venha 2009!!!