domingo, 12 de dezembro de 2010

SOBRE O VETO DE LULA AO PROJETO QUE REGULAMENTAVA A PROFISSÃO DJ

Com a mensagem 680, de quarta-feira (8/12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicou ao Senado Federal que vetou integralmente a regulamentação da profissão de DJ. Alegando inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, o Planalto julgou que o Projeto de Lei 6.816, de 2010, que alterava uma lei de 1978, contraria o direito de livre exercício das profissões. O projeto, aprovado pelo Senado, estabelecia regras para o exercício das profissões de DJ ou Profissional de Cabine de Som DJ (disc jockey) e de Produtor DJ (disc jockey). Segundo a mensagem do presidente, foram ouvidos os Ministérios da Trabalho e Emprego, da Justiça e da Cultura. Todos foram contrários ao projeto.

"A Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso XIII, assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, cabendo a imposição de restrições apenas quando houver a possibilidade de ocorrer algum dano à sociedade", justificou Lula. Em março de 2009 publicamos texto, aqui no Central Hip Hop, externando a nossa posição contrária a este projeto de lei, que reduzia o DJ de artista à condição de técnico (com todo respeito a estes profissionais). Era um arremedo do projeto original, transformado em substitutivo e apoiado por setores interessados na fundação de sindicatos, uma vez que o texto do projeto previa que os profissionais dependeriam de declarações dessas instituições para conseguir o seu registro no Ministério do Trabalho. Como se sabe, estas declarações não saem de graça, e teríamos a situação de DJs como KL Jay, Cia, Marlboro, Marky, Camilo Rocha e este aqui que lhes escreve, tendo que pedir para que um sindicato declare que, na realidade, são profissionais dos toca-discos.

Em abril de 2009, na sede do Sindicato dos Metroviários do Rio de Janeiro, fizemos uma assembleia de DJs, em que foi aprovado um indicativo de veto ao texto da lei, pelo fato de o mesmo não atender aos anseios da categoria. Atendendo à posição da Nação Hip-Hop Brasil do RJ, todos os DJs de rap presentes votaram pelo veto. A ata desta assembleia e um manifesto de apoio à sua decisão assinado por dezenas de profissionais expressivos dos toca-discos foram encaminhados ao Ministério da Cultura pedindo o veto ao texto do projeto. Ontem, tivemos a notícia de que nosso pleito foi atendido pelo presidente Lula, que merece o nosso agradecimento.

Fica a discussão em torno da profissão que segue sem regulamentação. Na verdade ela é regulada pelo mercado, que, infelizmente, muitas vezes coloca não-profissionais para fazer o papel do DJ: atores, modelos, namorados de celebridades e ex-BBBs, entre outros, estão neste hall. Fica a pergunta: como fazer para mudar isso?

No nosso entendimento, compete à classe dos profissionais de toca-discos promover campanhas de valorização do verdadeiro DJ profissional, com filmes na internet, site, selo de qualidade, camisetas, enfim, uma infinidade de ações que podem fazer com que o mercado se acanhe de contratar não-profissionais e estes sejam obrigados a triplicar sua cara de pau para permanecer no mercado. Temos que fazer com que o público compre nosso barulho. Como sempre, estamos dispostos a arregaçar as mangas, apoiar e partir para a luta.

Coluna originalmente publicada no www.centralhiphop.com.br

MIX TAPE DKÔ VOL.3 PARA OUVIR E BAIXAR

http://www.4shared.com/audio/2ShVA9fq/01_Faixa_1_2.html

Apresentando: Trey Songz, Flora Matos, Cee-lo, Madcon, Damian Marley feat Nas, The Beatnuts, Kool G Rap, Shaggy, Fabolous, Drake, Yasmine, Shade Sheist, Coolio, J. Hollyday e outros

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

HIP HOP CELEBRA ENTRA PARA O CALENDÁRIO CULTURAL DO RIO


Terminou na última sexta-feira, 19, com shows de Dudu de Morro Agudo e Linda Flor, a edição 2010 do HIP HOP CELEBRA. Idealizado pelo rapper Marcello Silva do grupo Du Ghettu, o evento, que tem como objetivo celebrar o aniversário do movimento Hip Hop e conta na sua organização com nomes expressivos da cena do Rio de Janeiro, foi ampliado e ganhou volume. A começar pela marcha (foto),do dia 12/11, que no ano passado contou com 50 pessoas e neste ano viu este número multiplicado por 4. A mudança do palco do Buraco do Lume para a Cinelândia também foi uma grande sacada, pois além do espaço ser mais amplo, deu mais visibilidade ao evento, que durante suas 12h de duração teve um público total de mais de 5 mil pessoas, que curtiram os vários artistas que lá se apresentaram (19 entre MCs, DJs e Bandas).

Na semana seguinte, o evento continuou, ocupando o simpático e estruturado auditório do Oi Futuro de Ipanema, onde rolaram palestras diversas com temas de interesse do movimento, exibição de filmes e mais 12 shows, com um saldo muito positivo para a cena hip-hop carioca, que viu uma série de pessoas com suas diversas correrias, se unirem em um objetivo comum. Mesmo aqueles que não estavam participando dos shows, sabendo que aquilo ali se tratava de uma construção de algo concreto, que só vinha a fortalecer o hip-hop carioca, marcaram presença, como os amigos da Southside DJs, DJ Pachu, Slow da BF, entre tantos outros.

Logicamente, assim como teve no ano passado, o evento foi alvo do ataque daqueles que "não se sentiram representados", outros se sentiram ofendidos por não terem sido convidados para se apresentar (foi dada prioridade aos artistas com trabalhos recém-lançados) e outros por pertencerem à casta que na gíria da cultura hip hop é chamada de "zé povinho" que é o mesmo que "gentinha". Aquelas atitudes que ao longo da história do hip-hop brasileiro somente fez prejudicar a cena e o movimento. Felizmente não econtraram eco, pois as ações positivas e afirmativas começam a sufocar este tipo de conduta mesquinha, que a cada dia é vista com mais pesar pelas pessoas com um mínimo de meta e visão.

O Hip Hop Celebra fez com que a Secretaria Municipal de Cultura do Rio, acrescentasse em seu calendário anual da cultura na cidade, o dia mundial do hip-hop. Parabéns à todos os que ajudaram construir este grande evento. Até 2011!

Um salve e paz à todos!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

HIP HOP CELEBRA 2010



O protagonismo da cultura urbana está realizando uma nova etapa na cena carioca. Por sua força mobilizadora e sua importância como agente transformador o hip hop tem mais um motivo pra comemorar. A segunda edição do Hip Hop Celebra ganha mais quatro dias de festa e será realizado nos dias 12, 16, 17, 18 e 19 de novembro.

No dia 12, Dia Mundial do Hip Hop, o ponto de partida é a Praça da Candelária onde ocorrerá a concentração e ao som do DJ será realizada a Batalha do Conhecimento, roda de break e poesia. O movimento segue em marcha até a Praça da Cinelândia onde acontecerão intervenções de graffite, shows, performances de DJ's e a final da Batalha de MC's. As apresentações totalizarão 12 horas de muita música, conhecimento e celebração.

Com a proposta também de integrar tribos, o reggae, o funk, o samba-rock, o soul e o drum n' bass estarão representados no evento. O objetivo é conectar, interligar e mobilizar.
Encerrando a noite, diretamente da zona norte para Cinelândia, os DJ's do Viaduto de Madureira mostram o melhor do 'Charme' que há 20 anos embala e reúne centenas de pessoas no mais tradicional baile de black music do Rio.

Já nos dias 16,17,18 e 18 de novembro, o Oi Futuro - Ipanema - abre as portas para a segunda etapa do projeto que será composta de debates, intervenções de DJ's, shows, palestras e exibição de filmes.

O Hip Hop Celebra é um projeto que visa promover diversos encontros do público deste movimento que é representado pelo Break, Rap, Graffite e DJ. No ano de 2009, o projeto foi realizado também no Dia Mundial do Hip Hop . Partindo da Candelária, a marcha seguiu pela Avenida Rio Branco até chegar ao Buraco do Lume (Lardo da Carioca) onde foram realizadas diversas intervenções artísticas e culturais.

Saiba mais:

12/11 - Dia Mundial do Hip Hop

Inicia às 12h na Praça da Candelária, Centro do Rio, com a concentração para Marcha Cultural. Lá, acontecem intervenções da Cultura Urbana.


Às 14h, a Marcha Cultural parte pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia, onde, simultâneamente, a festa também está rolando desde às 12h.


Chegando na Cinelândia, um grande palco abriga, a partir das 15h, shows com diversos nomes da cena rap / hip-hop. Confira as atrações:

MC'sEmicida | Marechal | André Ramiro | Gutierrez e Xará | Funkero

Grupos e BandasDughettu + Mc Sabrina | Start | Bonde da Stronda + Mr. Break | Família Luke | Partido Leve | Youth Lions | Nova Saga e Afromanos

DJ'sSany Pit Bull | Eletrobase DJ's | Opalão 76 DJ's | Marcelinho MG (Fúria Hip Hop) | Roger Flex | LP | Baile do Viaduto de Madureira (DJ Michel)

GraffitiLamarca (Plantio) | Anarkia (Rede Nami)

Agora, fique com o cronograma dos dois ambientes! Se organize para não perder nada, hein! Nos vemos na sexta-feira!


Candelária
Intervenção 1: Concentração inicia na Candelária com roda de Break e DJ Jeff C tocando;
Intervenção 2: João Luiz – Corujão da Poesia
Intervenção 3: Eliminatórias Batalha do conhecimento com 8 mcs;
Intervenção 4: Marcha parte em direção a Cinelândia (Sound Sytem + Marcello Silva e Dj Saddam)

Cinelândia
Intervenção1: grafite com Lamarca e Anarkia
Intervenção 2: DJ Marcelinho MG Fúria Hip Hop
Intervenção 3: DJ Roger Flex
Intervenção 4: DJ LP
Intervenção 5: Chegada da Marcha à Cinelândia
Intervenção 6: Corujão + Final da Batalha

Show 1: Nova Saga e Afromanos
Show 2: Start
Show 3: Partido Leve

Intervenção 7: Eletrobase

Show 4: Youth Lions
Show 5: Família Luke
Show 6: Bonde da Stronda + Mr. Break
Show 7 : Funkero
Show 8: André Ramiro

Intervenção 8: Opalão 76

Show 9: Dughettu + Mc Sabrina

Intervenção 9: Sany Pit Bull

Show 10: Emicida
Show 11: Gutierrez e Xará
Show 12: Marechal

Intervenção 10: Dj Michel - Baile do Viaduto de Madureira



Semana Celebra – de 16 a 19/11 no Oi Futuro de Ipanema

Durante 4 dias, debates, exibições de filmes e shows apresentarão um panorama do cenário cultural carioca com a perspectiva da Cultura Urbana. Abrangendo mercado e empreendedorismo, e destacando obras e artistas.


16/11

Debate - INDÚSTRIA CRIATIVA- Eliane Marinho: Gerente Regional da Área de Criatividade do SEBRAE
- Maria Juça: Administradora do Circo Voador, jornalista e produtora cultural
- Beto Ferreira: Afro Reggae
- MC Marechal: Rapper e Fundador da Batalha do Conhecimento
- Dudu de Morro Agudo: Coordenador Executivo ONG Enraizados


Exibição de filmes - GRAFITE
Filme: WILD STYLE - Direção: Charlie Ahearn / EUA / 82 min. / 1982
+
Curta: OLHO DA RUA - Direção: Cavi Borges, Daniel Ribeiro e Abelardo de Carvalho /BRA / 11 min. / 2010


Shows
Vinicius Terra e Marcio Local
DJ: Machintal


17/11
Debate - MÍDIAS E MARCAS- Bruno Levison – Jornalista e Produtor Cultural
- Maria Arlete: Diretora Cultural - Oi Futuro
- B.Dog – Editor chefe do portal Rapevolusom.
- Giovanni Harvey – Diretor Executivo da Incubadora Afro Brasileira


Exibição de filmes - B. BOYS
Filme: Turn it Loose - Direção: Alastair Siddons / 96min / Produzido pela Partizan Films / 2009
+
Curta: Sou Rocinha Hip Hop - Direção: Cavi Borges e Miila Derzett / BRA / 22 min. / 2006
+
Curta: Dia das Crianças - Direção: Cavi Borges e Paulo Azevedo / BRA / 7 min. / 2010


Shows
Akira Presidente e Laranja Mecânica
DJ:Babão


18/11

Debate - CAPITAL HUMANO- Flavia Oliveira: Colunista Negocio & Cia Jornal
- Rafael Dragoud: Diretor e Roteirista do Programa Conexões Urbanas
- Tereza Porto – Consultora em Tecnologia
- Jana Guinond - Coordenadora Executiva da ONG Estimativa


Exibição de filmes - DUB
Filme: Depois Rola O Mocotó - Direção: Débora Herszenhut e Jefferson Oliveira / BRA / 52 min. / 2009
+
Curta: Pretinho Babylon - Direção: Cavi Borges e Emílio Domingos / BRA / 17 min. / 2008


Shows
L-Ton OSK e Crente Crew
DJ: Bon.Ecko


19/11



Debate - FESTAS E EVENTOS- Nicole Nandes – Agente Cultural e Produtora da Festa LUV.
- Léo Feijó - Produtor Cultural , Empresário e Sócio do Grupo Matriz
- Perfeito Fortuna – Ator, Produtor e Presidente da Fundição Progresso
- Cabé – Dono da boate Fosfobox
- Marcelinho MG – Produtor e DJ do Projeto FÚRIA HIP HOP


Exibição de filmes - FAVELA
Filme: Copa Vidigal Inédito! - Direção: Luciano Vidigal / BRA / 75 min. / 2010
+
Curta: O Dia Que o Bambu Quebrou no Meio - Direção: Pedro Asbeg / BRA / 10 min


Shows
Dudu de Morro Agudo e Linda Flor
DJ: Flavia Xéxeo

Participe! Divulgue!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

REVOLUÇÃO PELA ARTE



Diz a história que no dia 8 de outubro, quando Ernesto Che Guevara foi executado pelo o exército boliviano em conluio com a CIA ,em uma floresta da Bolívia, segundos antes de ser alvejado pelos tiros, virou para seus algozes e disse: “Vocês podem me matar, mas voltarei e serei milhões”

Passados 43 anos da morte de Guevara, no mesmo dia 8 de outubro, 11 destes milhões se reuniram no Rio de Janeiro para fundar o Instituto Revolução pela Arte (IRA), uma ONG que vem oficializar o trabalho individual que pessoas já realizavam com a cultura, especialmente com o Hip Hop.

Naquela sala, no bairro da Glória, vizinho à querida região da Lapa se reuniram o MC Marechal, os DJs Saddam, Juan, Saci, Lulinha, Machintal e Marcelinho MG, o grafiteiro Airá Ocrespo, os produtores culturais Nicole Nandes e Dinho França e o diretor teatral Marcelo de Barros com o intuito de aprovar o estatuto da entidade, definir seus objetivos e eleger sua primeira diretoria.

Ficou definido que a entidade atuará em escolas municipais e comunidades da cidade do Rio de Janeiro e sua região metropolitana e que a mesma cobrará da Prefeitura do Rio, o cumprimento da promessa da construção da “Casa do Hip Hop”. Também ficou definido que a entidade se empenhará na organização pelo segundo ano seguido (em 2009, alguns membros já haviam colaborado de forma individual) do evento “Hip Hop Celebra”, no dia 12 de novembro, quando se comemora o dia mundial do Hip Hop, com uma caminhada da Candelária à Cinelândia, pela Avenida Rio Branco, no Centro, palco de inúmeras manifestações importantes. Na Cinelândia, haverá um palco, com várias atrações da cena do Rio.

O Instituto Revolução pela Arte (IRA) vem somar às centenas de instituições que trabalham com a cultura Hip Hop, procurando a transversalidade e integração com as outras manifestações culturais e visando a criação de mercado de trabalho para os futuros artistas que vier a formar, procurando na iniciativa privada e no poder público, parcerias para a execução de seus objetivos.

A primeira diretoria do IRA ficou assim definida: Presidente – MC Marechal; Vice-Presidente – DJ Saddam ; Secretário Geral – Dinho França ; Diretor Técnico – Airá Ocrespo; Diretor Administrativo – Marcelo de Barros. O Conselho Fiscal ficou composto por DJ Saci, Nicole Nandes e DJ Machintal. Ficou também aprovada a filiação da entidade à Nação Hip Hop Brasil.
Vamos à luta!!! Um Salve e paz à todos !!!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A QUINTA -COLUNA NOVAMENTE



Quinta coluna é um termo usado para se referir a grupos clandestinos que trabalham dentro de um país ou região, ajudando a invasão armada promovida por um outro país em caso de guerra internacional, ou facção rival no caso de uma guerra civil. Por extensão, o termo é usado para designar todo aquele que auxilia a ação de forasteiros, mesmo quando não há previsão de invasão.

A origem da expressão remonta a Emílio Mola Vidal, general nacionalista espanhol que atuou na Guerra Civil Espanhola. Quando quatro de suas colunas marchavam rumo a Madri, ele se referiu aos militares madrilenhos que o apoiavam como "quinta coluna". No final dos anos 30, quando o líder fascista espanhol Francisco Franco preparava-se para marchar sobre Madri com quatro colunas, o general Quepo de Llano disse: "A quinta-coluna está esperando para saudar-nos dentro da cidade." Pela primeira vez, o mundo ouvia a palavra fatídica — "quinta-coluna". O termo ganhou força no curso da Segunda Guerra Mundial, denominando aqueles que, de dentro dos Países que combatiam o Eixo, apoiavam a política de Guerra nazista e de seus aliados, tal como aconteceu com parte dos alemães que habitavam os Sudetos ou com os fascistas Brasileiros.

A ação de uma quinta coluna não se dá no plano puramente militar. Assim como os demais partícipes de uma guerra, os elementos quinta-colunistas agem por meio da sabotagem e da difusão de boatos. Em outras palavras, pode-se dizer que a força da quinta coluna reside tanto na possiblidade de "atacar de dentro", como na capacidade de desmobilizar uma eventual reação à agressão que se intenta.

Aqui no Brasil, a ação da quinta-coluna pela segunda vez leva a eleição presidencial para o segundo turno, dando mais uma vez oportunidade aos grupos ligados às elites, que dilapidaram o patrimônio nacional nas privatizações criminosas, muitos ligados ao regime militar, de voltarem ao poder.

Em 2006, Heloisa Helena do PSOL, partido surgido da saída de uma tendência de orientação trotskista do PT, cumpriu o papel com louvor: disparando sua verborragia contra Lula, conseguiu evitar que ele ganhasse no 1º turno. Como recompensa, perdeu sua cadeira no senado em Alagoas para o ex-presidente Fernando Collor. Este ano, o povo não esqueceu disso e não elegeu HH de volta para o senado.

Passados 4 anos, a ex-seingueira Marina Silva, parceira de Chico Mendes, passou a viver o papel vivido por Heloisa Helena na eleição anterior - inclusive com o apoio desta, apesar do PSOL ter lançado Plínio à presidência. Marina, com quase 3 décadas de PT, tendo ocupado a pasta de Ministra do Meio-Ambiente por mais de 6 anos no Governo Lula, deixou o PT e se filiou ao PV, partido que já há algum tempo vem sendo aliado do DEMo-Tucanato pelo Brasil, e que agora, estrategicamente, colocou a candidatura de Marina à serviço destes grupos conservadores, garantindo um 2º turno que até 3 semanas atrás era improvável, mas graças ao massacre do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que passou a fazer uma série de denúncias, muitas infundadas, impediu que Dilma ganhasse no 1º turno. Inclusive o jornal O Globo que circulou no dia da eleição, trazia como manchete e matéria principal, uma avaliação negativa do Governo LuLA.

Em 2006 Heloisa Helena se absteve no 2º turno. Resta saber se Marina terá estômago para subir no palanque do DEMo-Tucanato a quem combateu por anos à fio. Neste palanque o Partido Verde estará. Inclusive hoje circulou até um boato na internet dizendo que Serra substituiria Indio na sua chapa, o trocando por Gabeira - que marcou posição na eleição para governador no Rio e acabou ficando sem mandato. Vamos aguardar e nos mobilizar para, assim como fizemos em 2002 e 2006, garantir a vitória das forças progressistas neste segundo turno