terça-feira, 24 de março de 2009

A LEI QUE REGULAMENTA A PROFISSÃO DJ DEVE SER VETADA

Ontem realizamos a reunião na Fundição progresso onde foi reconhecido que o projeto que regulamenta a profissão DJ não é o ideal. Foi tirado um indicativo para que uma nova reunião se realize no próximo dia 06/04 - segunda - às 19h em local ainda a ser divulgado.

Conversei com um deputado federal sobre a situação e sobre o que foi discutido. Ele me falou o seguinte: NÃO TEM COMO ALTERAR O TEXTO APROVADO, POIS O MESMO SE ENCONTRA APROVADO.O principal ponto de discordância apresentado, foi o fato de não ter sido criada uma categoria específica de DJ e sim esta vindo a ser inserida na categoria de Técnicos em Espetáculo de Diversão e isto não tem como ser alterado, pois a lei altera uma outra já existente nos inserindo nela.

Após esta conversa, pude falar com representativos e valorosos companheiros DJs da cena black como Claysoul, TR, Juan e Dema, os quais concordaram, que, neste caso, infelizmente não caberá outro encaminhamento se não o pedido de VETO ao texto.
Isto será democraticamente discutido e votado na assembléia do dia 6. A proposta vitoriosa será democraticamente aceita.

Como eu disse na reunião: "A classe já espera há 20 anos. É melhor esperar mais dois do que ter que cumprir para sempre uma lei que não a contempla"

Lenin dizia: "Um passo atrás, dois passos a frente" e isso se aplica em gênero, número e grau à situação.

Estamos em um momento histórico em que, talvez a posição dos DJs cariocas seja lembrada por muito tempo como a que conseguiu evitar um atraso na profissão que de artística passa a ser técnica, em vez de um sindicato próprio, ter que ser inscrito no SATED, com o patrão passando a colocar o DJ pra tocar cruéis 6 horas ininterruptas amparado por esta lei ( art. 21, VI do substitutivo), não atende aos interesses dos autônomos - que são mais ou menos 80% da categoria - entre outras coisas.

Portanto, diante dos fatos DEFENDO UMA POSIÇÃO PELO VETO AO PROJETO DO TUMA.

sábado, 21 de março de 2009

FORUM CARIOCA DE DJS NESTA SEGUNDA NA FUNDIÇÃO PROGRESSO

Estaremos realizando nesta segunda-feira - 23/03 às 19h no auditório da Fundição Progresso - Lapa - no térreo - uma reunião com o objetivo de discutir o projeto de lei aprovado, que regulamenta a profissão de DJ: seus prós e contras. Também será formado nesta reunião o Fórum Carioca de DJs que visará, dependendo do que for aprovado, encaminhar um indicativo para a realização de um grande fórum nacional de DJs para discutir um texto de lei e froma de regulamentação que atenda aos interesses da categoria.
A pontualidade é fundamental, uma vez que temos um teto para entrega do auditório previsto para as 22h.

Compareça e ajude se possível a divulgar

Manifeste-se agora ou cumpra para sempre.


Minha opinião sobre o assunto pode ser conferida aqui no blog.

terça-feira, 10 de março de 2009

A IGREJA CATÓLICA E O MÊS DAS MULHERES


No mês em que é comemorado o dia internacional da mulher, realmente a Igreja Católica, que desde a eleição de um membro da Opus Dei e ex-militante da juventude hitlerista (foto) para o cargo de Papa vem dando passos largos de caraguejo, conseguindo ficar mais retrógrada do que era, mostrou o porque do seu esvaziamento contínuo e do crescimento das seitas pentencostais.

Primeiro o caso do arcebispo de Recife e Olinda - cargo que já foi ocupado por gente do quilate do saudoso Dom Helder Câmara - veio a público pagar o mico de excomungar a equipe médica que havia feito o aborto legal na menina de 9 anos, grávida de gêmeos que havia sido estuprada pelo padastro. No caso, os dois tipos previstos em lei para o aborto legal estavam presentes: estupro e risco de vida da gestante. Para complementar a CNBB e o Vaticano ratificaram a baboseira, que ainda incluiu mais uma pérola do arcebispo, Dom José Cardoso Sobrinho, ao ser perguntado pelo o porque do padrasto estuprador não ter sido excomungado, assim como os médicos: "Aborto é mais grave que estupro". O Presidente Lula mandou bem e defendeu a equipe médica que cumpriu a lei.

Ainda essa semana, a Igreja Católica mais uma vez mostrando todo o seu respeito pelas mulheres publicou no jornal semi-oficial do Vaticano, o L'Osservatore Romano, um longo artigo que diz que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século XX do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho. O pior é que tal artigo foi escrito por uma mulher, provavelmente alguma beata mal-amada e cheia de traumas ao longo de sua vida amarga.

Para complementar a semana, um arcebispo irlandês, foi afastado de suas funções após denúncias de pedofilia. Naquele país inclusive, diante de tantos casos envolvendo religiosos com menores de idade, a Igreja Católica para se precaver, faz seguros milionários para garantir qualquer indenização em caso de processos envolvendo padres com pedofilia.

É aquele velho bagulho: antes de falar do umbigo do outro, olha o seu pra ver se não está sujo.

sábado, 7 de março de 2009

REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DJ: COMO? PARA QUEM?



A regulamentação da profissão DJ no Brasil vem ocupando com destaque a mídia e provocando discussões acaloradas nos profissionais doS toca-discos.

O projeto de lei 740/2007 do Senador Romeu Tuma – político que realmente tem um “vínculo intrínseco com a categoria e com a cultura”- altera a Lei 6533/78 que dispõe sobre a regulamentação de Artistas e de Técnicos em Espetáculo de Diversões. O projeto já começa mal, pois coloca o DJ como profissional técnico, retirando o artístico da profissão, que há tempos vem ocupando lugar de destaque mo cenário musical, com profissionais de ponta como Marky, Patife, Anderson Noise e Marlboro conquistando mercado em outras praças. Vários festivais são realizados, reunindo milhares de pessoas, onde os Djs são as únicas atrações. Nestes espetáculos, os técnicos: sonoplastas, iluminadores, contra-regras e outros, trabalham em função do DJ que está no palco e é o artista.

Muitos abraçam este projeto de lei como fosse o “ovo do Colombo”, a “salvação da lavoura” pois finalmente reconhece legalmente a profissão DJ. Isso é defendido principalmente pelos mais antigos que sonham se aposentar como tal. Mas a lei, na verdade, não atende a maior parte da categoria que é de autônomos. Prevê como carga máxima horária diária 6 horas, quando na verdade, qualquer profissional do ramo sabe que isso é extremamente desgastante para o DJ e, ao mesmo tempo, pode influenciar a dispensa de Djs por proprietários de casas noturnas, uma vez que já que a carga máxima é de 6 horas, um único DJ pode muito bem conduzir sozinho uma festa, recebendo o mesmo cachê mixuruca que é praticado na maioria dos lugares.

A categoria dos Djs tem uma peculiaridade: como é composta em sua maioria por autônomos, fica mais difícil um convívio maior com outros profissionais do ramo e torna o mercado cada vez mais cruel, com a competição forte e muitas vezes desleal. Ao contrário de outras categorias em que aquele velho antagonismo de classes “patrão X empregado” é o que dita e une, no ramo dos toca-discos, na maioria das vezes o grande vilão dos Djs é o próprio colega de cabine de som, que tenta de todas as formas queimar o trabalho do outro, cobra mais barato pra tirar o serviço do colega, fala que contrato é coisa de estrela, entre outras pérolas do mau-caratismo.

Há mais ou menos 4 anos atrás, convoquei uma reunião para o Teatro Casa Grande, no Leblon, que havia sofrido um incêndio, com o objetivo de fundar uma Associação dos Djs profissionais. Compareceram mais de 30 pessoas, entre elas vários “top Djs” como Marlboro, Roger Lyra e Marcelinho Da Lua, entre outros. Este encontro foi noticiado pela grande imprensa, que me colocava como líder do movimento. Coisa de 15 dias depois, eu bati de frente com a direção de uma grande casa noturna da Baixada Fluminense, quando me recusei a dar exclusividade à casa naquela região ( eu só tocava lá aos domingos e os donos não queriam que eu tocasse em outras casas por lá). Convoquei os outros Djs a fazerem o mesmo, pois a casa não teria como mandar todo mundo embora e o momento era bom, pois estávamos nos organizando. Resultado: fui o único a bater de frente e, por conseguinte, o único a perder o trabalho.

Há um tempo rolaram reuniões para tratar deste projeto do Tuma. Mas, quando recebi o convite para a primeira reuniãoe vi que estava marcada para a sede do PMDB do Rio, desisti de ir na hora. Não é hipocrisia. É público que sou militante do Partido Comunista do Brasil, mas acho profundamente temerário, que seja marcado este tipo reunião de organização profissional em sede de partido político. Quando li o projeto de lei e vi que era ruim, conclui que era perda de tempo. Depois de conversar com alguns músicos importantes como o cantor e compositor Tibério Gaspar e o Maestro Silvio Barbato, percebi que eles tinham simpatia na tese dos Djs serem regulamentados pela Ordem dos Músicos do Brasil como uma categoria especial de músico-praticante. Isso teria uma série de vantagens, pois não dependeria da aprovação de lei específica e sim de um aditivo ao estatuto da OMB, como também elevaria o DJ à condição de artista da música, que é o que ele realmente é. Vários colegas viram com simpatia esta tese. Mas quando a apresentei à comunidade dos Djs do Rio no orkut, o pessoal da ADJ-RJ – que é uma associação que representa pequena parcela da classe – veio descendo o pau, dizendo que eu não tinha participado da discussão (aquela que começou na sede do PMDB) e que tinha que ter um sindicato próprio da categoria.

Aí, verificando o tal projeto do Tuma, percebi que após a regulamentação, os Djs para obterem seus registros profissionais junto ao Ministério do Trabalho, deveriam ter diploma expedido por curso registrado no MEC (o que não existe) ou autorizado pelo sindicato. Aqueles que já fossem atuantes e, portanto garantidos pelo direito adquirido, deveriam ir ao sindicato para retirar a sua carta de apresentação. Aí caiu a ficha: se o interesse fosse tão somente na regulamentação, a hipótese da OMB seria abraçada com louvor. Mas como existe o interesse na formação do sindicato e na consequente arrecadação na emissão das cartas e nas autorizações dos cursos, a regulamentação, por pior que o projeto do Tuma a apresente, tornou-se algo interessante.

No fim de fevereiro, eu e o maestro Sílvio Barbato participamos de um painel do evento Rio Music Conference, que reuniu Djs na Marina da Glória aqui no Rio. Apesar do tempo curto do debate, foi o suficiente para a tese da OMB passar a ser ventilada.

Vejam: eu sou favorável à regulamentação, mas não da forma que está sendo proposta. A grande coisa deste movimento é a possibilidade de se abrir uma discussão ampliada em um fórum nacional, para que se discuta a melhor forma da regulamentação, seja pela OMB ou por sindicato próprio, mas não da forma que está sendo proposta, pois desvaloriza o DJ o retirando da condição de artista. Faço questão de afirmar isto, pois está rolando um maniqueísmo barato no sentido de quem é contra o projeto do jeito que está é contra a regulamentação. Vamos avançar no debate e construir uma proposta concreta e objetiva para a regulamentação e, principalmente a valorização da profissão DJ.


Este texto também será publicado nos sites Bocada Forte e Vermelho

sábado, 28 de fevereiro de 2009

BLOCOS RETOMAM O CARNAVAL DO RIO


Há alguns anos atrás, quando se aproximava a época do carnaval, era comum no Rio nas rodas da praia, no BG, nos bares a tradicional pergunta: "E ae, vai viajar pra onde no carnaval?". As respostas eram quase sempre: Sul, Arraial D'Ajuda, Salvador, Minas, litoral capixaba e Região do Lagos.

Depois da retomada do carnaval de rua com a proliferação dos blocos carnavalescos cariocas, boa parte desta galera que viajava no carnaval porque aqui no Rio as opções eram pífias, passou a permanecer na cidade para brincar o carnaval mais democrático do Brasil. Com isso o Rio também tirou muitos turistas gringos e locais que antes se dirigiam a outros destinos e agora passaram a ficar na cidade maravilhosa que hoje completou 444 anos (salve ela!) por ter um carnaval não só mais animado, como também mais barato e se esbaldar em blocos como o Cordão do Bola Preta, Simpatia é quase amor e do Barbas (foto), bloco da minha área em que todo ano eu "bato o cartão".

A única coisa que ficou de ruim mais uma vez foi a questão do xixi na via pública. Apesar dos banheiros químicos instalados (insuficientes diga-se de passagem), as pessoas muitas vezes urinavam ao lado dos mesmos, mostrando que este problema é muito mais de educação do povo do que estrutura em si. Ano que vem a prefeitura e o pessoal dos blocos deveriam fazer uma campanha de conscientização a respeito disso. Outra coisa também temerária e que mais uma vez aconteceu foi o desrespeito às pessoas que se encontram internadas nos hospítais, que tiveram que aturar a batucada. Entendo que rua que tem hospital não pode passar bloco. Mas enfim, tirando os problemas, mais uma vez o saldo foi mais que positivo e o Rio de Janeiro está de parabéns.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

PLAYLIST ATENDENDO À PEDIDOS

O povo anda reclamando que há tempos eu não coloco uma relação de músicas aqui. Então aí vai:

50 Cent - Get it in
Tha Game - Camera phone
Wicked Minds - Thrown your hands up
Young Jeezy feat Kanye West - Put on
Ludacris - One more drink
Lil Wayne feat Bobby Valentino - Mrs. Officer
Dem Franchize Boyz - Turn head
Ashanti - Good good
Busta Rhymes - Arab money
Kanye West - Heartless
Jim Jones - Pop Champagne
Marracash - Badabum cha cha

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O CÉU ESTÁ CADA VEZ MAIS "CASCA GROSSA"


Esta semana o Jiu-Jistu perdeu o seu grande precursor: faleceu aos 95 anos o grande mestre Hélio Gracie. O Jiu-Jitsu que já havia perdido o seu outro grande mestre Carlson Gracie (com o tio na foto), mais uma vez está de luto.

Hélio foi o grande mestre e patriarca, Carlson, além de grande mestre e lutador, foi o responsável pela popularização e o consequente crescimento do Jiu-jitsu no Brasil, que há muito tempo detém a hegemonia deste esporte. Daí vem a pergunta: O COB gastou milhões de reais em seu projeto por medalhas olímpicas. Ainda assim, o resultado brasileiro foi muito aquém do esperado. Por que não investir em uma campanha para que o jiu-jitsu se torne esporte olímpico?? Seriam no mínimo 10 medalhas ( são 10 as categorias de peso) de ouro fora outras de prata e bronze que o país traria dos tatames.

Isso não só estimularia ainda mais a prática do jiu-jitsu no país, mas também estimularia grandes atletas do esporte, que hoje concentram suas atividades somente nas competições de MMA e "submission" a voltar a competir de kimono. O Jiu-jitsu olímpico honraria ainda mais as memórias de Carlson e Hélio, que ao lado dos Mestres Carlos, Monir, Pedro Gama Filho e Rolls, tornaram o céu ainda mais "casca-grossa".

PS: O projeto da estátua homenageando o mestre Carlson em Copacabana, continua de pé e agora, que estamos na Secretaria de Cultura, a qual pertence a subsecretaria de patrimônio do município, faremos de tudo para que ainda este ano, no aniversário do mestre, em agosto, que esta homenagem esteja consolidada.

Mitos não morrem. Carlson e Hélio vivem!! Viva Carlson e Hélio Gracie!!!